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O Que Avaliar Antes de Migrar Sistemas Legados para a Nuvem

KonstruktApp Team
O Que Avaliar Antes de Migrar Sistemas Legados para a Nuvem

Sistemas antigos parecem familiares. Funcionam de um jeito que todos já conhecem. Mas uma hora chega aquela dúvida: será que está na hora de levar tudo para a nuvem? A resposta, admito, é menos simples do que parece.

Migrar um sistema legado pode ser libertador. Mas também pode revelar uma complexidade que ninguém esperava. Até tirei um café para pensar nisso outro dia aqui na KONSTRUKT APP. A cada conversa com empresários, percebo como essa decisão mexe com inseguranças e sonhos.

Uma boa migração começa antes do primeiro clique.

Diagnóstico do sistema atual e compatibilidade com a nuvem

O primeiro passo é sempre entender profundamente o que existe hoje. Parece óbvio, mas nem sempre é simples. Os sistemas legados costumam carregar várias customizações e integrações que se perderam em anotações, e-mails ou até “memória de corredor”.

Segundo uma avaliação detalhada de compatibilidade de sistemas legados, é necessário uma análise minuciosa de software, hardware e padrões de arquitetura. Só assim, dá para saber se tudo o que temos “roda” 100% na infraestrutura da nuvem – ou se algo vai travar, perder performance, ou simplesmente não funcionar. Sim, já vi isso acontecer.

É comum encontrar:

  • Códigos específicos para ambientes antigos
  • Integrações ‘caseiras’ com outros programas
  • Picos de uso em horários críticos, que exigem muita performance
  • Dados em formatos pouco padronizados

Se algum desses tópicos soar familiar, pare e reavalie. Às vezes vale a pena refazer algumas partes do sistema antes de tudo. Ou até considerar uma migração gradual.

Especialista de TI analisando fluxos de sistemas legados antigos em um monitor

Análise de custos, benefícios e ROI

No calor do “vamos migrar já”, é fácil negligenciar os custos. Mas calma aí. Migrar para a nuvem não é só pagar assinaturas mensais. Tem investimentos em adaptação, possíveis licenças novas, treinamentos e uma curva de aprendizagem.

Segundo uma avaliação de custos e benefícios de projetos de migração, o cálculo deve envolver:

  • Despesas com especialistas em nuvem e consultorias
  • Ferramentas para migração e monitoramento
  • Ajuste de integrações e APIs
  • Possíveis paralisações durante o processo
  • Os ganhos de flexibilidade e escalabilidade no médio e longo prazo

Hoje, a escolha da nuvem também pode trazer economia com infraestrutura física (menos servidores locais, menos custos ocultos com manutenção, energia, espaço físico, backups improvisados). Mas é bom fazer as contas considerando a realidade da empresa, com números reais e não só projeções.

A decisão certa é a que faz sentido para o seu momento.

Segurança da informação e cuidados com dados

Decidir onde ficam os dados da empresa mexe com questões delicadas. Não só as técnicas, mas também com regulamentos, como a LGPD. Implícitos nessa escolha, estão temas como criptografia, controle de acessos, auditorias e backup seguro.

A governança de nuvem exige implementar:

  • Políticas claras de acesso e autenticação
  • Criptografia automática de dados sensíveis
  • Rotinas de monitoramento de acesso
  • Procedimentos de conformidade (LGPD, PCI, entre outros)

Em um projeto recente na KONSTRUKT APP, o maior medo do cliente era a possível exposição de informações internas na internet. Por isso, desenhamos juntos um plano de segurança envolvendo filtros de acesso por IP, criptografia e um monitoramento contínuo.

Planejamento para continuidade: backups e recuperação de desastres

Quando migramos sistemas para a nuvem, dependemos dos servidores e da internet. Imprevistos acontecem – falhas técnicas, perda de conexão, erros humanos. Nesse cenário, garantir backups confiáveis e políticas de recuperação fica ainda mais relevante.

A definição de planos de recuperação de desastres requer:

  1. Rotinas automáticas de backup de dados e configurações
  2. Procedimentos claros de restauração em caso de falha
  3. Acordos de nível de serviço para retomar o funcionamento rapidamente
  4. Testes periódicos dos planos de contingência

Uma vez, em um cliente do setor de saúde, um erro em série levou a perder dados críticos por horas. Só a existência de um backup bem configurado trouxe alívio imediato. Sem isso, o prejuízo teria sido muito maior.

Ambiente de TI com servidores e dados flutuando para a nuvem, simbolizando backup online

Treinamento das equipes e adaptação cultural

Por mais tecnológica que seja a nuvem, pessoas é que fazem tudo rodar. A mudança na forma de acesso, suporte e manutenção pode gerar insegurança e até desmotivação nos times.

A gestão de mudanças passa por incluir treinamentos objetivos, manuais claros e formas de contato com especialistas no início da migração. Às vezes, o suporte omnichannel que a KONSTRUKT APP oferece faz diferença para quem precisa se sentir amparado no processo.

Engajar os colaboradores também é, pouco a pouco, mudar a cultura do trabalho. Coisas como:

  • Dividir conhecimento técnico
  • Criar canais de perguntas rápidas
  • Reconhecer quem se adaptou bem
Tecnologia só é transformação real quando as pessoas estão junto.

Estratégias de migração: tudo de uma vez ou por etapas?

Nem toda empresa pode parar tudo para fazer a migração num final de semana. Muitas vezes, o melhor caminho é migrar módulos ou áreas específicas pouco a pouco, testando e ajustando o que for preciso. Outras preferem um “turno da chave” rápido, mas arriscado.

As principais abordagens são:

  • Big Bang: migra tudo de uma vez. Bom quando o sistema já está bem preparado e existe plano de contingência.
  • Migração incremental: vai migrando componentes aos poucos, validando cada passo.
  • Reescrita parcial: aproveita a migração para refazer módulos antigos ou adaptar processos.

Não existe solução definitiva. O segredo está em conhecer o ritmo e as limitações do negócio. Em muitos casos, a KONSTRUKT APP recomenda um meio-termo, sempre testando e ajustando antes de seguir para o próximo passo.

Conclusão

Migrar sistemas legados para a nuvem é um caminho realista para quem deseja mais segurança, disponibilidade e flexibilidade. Mas dá trabalho, exige diagnóstico detalhado, contas feitas com calma e, principalmente, preparação das pessoas.

Se sua empresa chegou nesse ponto, não precisa decidir tudo sozinho. A equipe da KONSTRUKT APP já viveu estas mesmas dúvidas e sabe como ajudar, seja com consultoria, desenvolvimento personalizado ou apoio na rotina digital. Ficou com receio, dúvida, curiosidade? Venha conversar com a gente e descubra como avançar para a nuvem sem medo.

Perguntas frequentes sobre migração de sistemas legados

O que são sistemas legados?

Sistemas legados são aqueles softwares antigos, geralmente desenvolvidos há anos, que ainda são fundamentais para o funcionamento de uma empresa. Normalmente, têm arquitetura e linguagem desatualizadas, mas mesmo assim atendem parte importante dos processos internos. Eles podem ser difíceis de manter e integrar com tecnologias modernas.

Vale a pena migrar para a nuvem?

Pode valer sim, principalmente quando os benefícios superam os custos. Entre as vantagens estão acesso remoto, redução com custos físicos, atualização constante e maior segurança. No entanto, o ideal é sempre analisar caso a caso, levando em conta os riscos, as expectativas do negócio e a maturidade da equipe.

Quais os riscos da migração?

Entre os riscos, estão a perda de dados durante o processo, interrupção dos serviços, dificuldades de adaptação dos usuários e falhas de integração. Também pode haver vulnerabilidades de segurança se o planejamento não for detalhado. Por isso, preparar planos de contingência e realizar testes prévios é indispensável.

Como escolher o melhor serviço de nuvem?

O melhor serviço depende das necessidades do sistema, volume de dados, previsibilidade dos custos e nível de suporte desejado. Analisar critérios como segurança, escalabilidade, facilidade de integração e relacionamento com o fornecedor ajuda na decisão. Conhecer as opções e conversar com especialistas faz toda a diferença.

Quanto custa migrar sistemas legados?

O custo pode variar bastante, dependendo da complexidade dos sistemas, quantidade de dados, tipo de migração (total ou parcial) e necessidade de adaptações. Além dos valores diretos, existem custos indiretos como treinamentos e possíveis paralisações. O recomendado é realizar um levantamento detalhado antes, priorizando sempre o retorno que a migração pode trazer.

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